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A alvorada da consciência

Hoje, o nascer do dia no Rio de Janeiro foi mais um espetáculo da natureza. Em contraste com a madrugada anterior que encerrou o carnaval, o Sol, gigante, ia subindo, e o céu escuro, aos poucos, foi passando do roxo ao laranja até chegar num azul muito claro, e o mar de águas transparentes e ondas calmas trazia uma sensação de profunda paz.

Na vida de um indivíduo e na história da humanidade também temos essas fases contrastantes. Depois de um tempo mergulhados nas demandas dos instintos, buscando a satisfação de interesses superficiais, há um momento em que entramos num silêncio interior semelhante aos últimos minutos da madrugada que anunciam o despertar de algo novo, de algo que, finalmente, está pronto para começar.

A palavra alvorada vem do latim albos que significa “branco”, o que nos remete à ideia de que algo novo se inicia; e a humanidade vive um momento como esse, especial, onde os primeiros raios de um novo tempo se anunciam, despertando as pessoas que até há pouco tempo estavam mergulhadas na loucura da busca pela satisfação de necessidades exageradas fabricadas pelo consumo e pela vaidade.

Fases de florescimento de consciência aparecem de tempos em tempos na história da humanidade, porém o que estamos presenciando hoje é inédito. Não há mais espaço para ingenuidades nesse caminho, ninguém mais acredita que imaginar figurinhas de luz pode despertar consciências. Tornou-se condição indispensável que as afirmações e práticas espirituais venham respaldadas pela ciência, e isso tudo está acontecendo neste exato momento diante dos nossos olhos.

As universidades mais conceituadas do mundo publicam continuamente pesquisas científicas comprovando a eficácia das práticas da Meditação e do Yoga, do Budismo, e vêm admitindo que importantes conceitos descobertos hoje pela ciência foram antecipados pelos sábios do oriente. E nada disso desvalorizou os métodos científicos, muito pelo contrário, as barreiras do preconceito estão se desfazendo e abrindo campo para assuntos que nunca foram devidamente estudados.

Tudo isso representa mais que uma nova fase para os seres humanos. O mais significativo é a liberdade para pessoas como nós que não abrem mão de viver no mundo com os pés no chão, produzindo e prosperando, mas que também não abrem mão de viver a sua espiritualidade de uma forma sadia, equilibrada e assim realizar o ideal da vida plena, em todos os sentidos.

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